Mindfulness está na moda, traduzida como atenção plena. É base de muitas filosofias e doutrinas orientais como o budismo, e traz muitos benefícios para a saúde. Eu tendo a achar que nada mais é do que a boa e velha meditação gourmetizada, mas ainda bem que ‘gourmetizaram’ (e popularizaram) a meditação. O que é bom tem mais é que entrar na moda mesmo.

Existem muitos estudos apontando a meditação como aliada no combate à ansiedade, depressão, hipertensão e outras doenças. A prática vem ganhando tanta atenção nos últimos anos que o Ministério da Saúde acrescentou no ano passado a meditação junto a outros procedimentos no SUS. Não é raro ouvirmos executivos de alto escalão contando que são adeptos, assim como atletas e artistas. É muito claro para quem faz, mas é difícil de medir o bem-estar que a prática nos traz.

Eu (Clara) comecei a praticar há um ano mais ou menos, depois que entrei numa busca por auto-conhecimento e espiritualidade. No entanto, foi só quando o meu professor de atuação disse que eu era muito dispersa que eu comecei a levar a meditação mais à sério. Para mim, meditar é se concentrar. É foco puro.

Tá, mas como faz? Eu comecei usando um app que eu amo muito e uso todos os dias chamado Headspace (é em inglês). Foi ele que me ensinou o básico, mas como faço yoga, acrescentei algumas das orientações do meu mestre na prática. Seguem as minhas dicas:

**COMECE COM 5 MINUTOS DE PRÁTICA! Tentar já começar com mais tempo pode ser muito frustrante e desmotivador.

  1. Sente-se em perna de índio com a coluna ereta e coloque uma mão em cima da outra com a palma virada para cima (segundo meu mestre, a mão esquerda em cima da direita no caso de mulheres e o inverso no caso de homens). A posição deve ser confortável, mas não a ponto de dar para cochilar.
  2. Feche os olhos e perceba tudo ao seu redor: os sons, o peso do seu corpo, os cheiros, as sensações à sua volta.
  3. Escaneie o seu corpo da cabeça aos pés, vá mapeando cada parte do corpo, sem se apegar a nenhuma parte ou ponto de dor.
  4. Por último, comece a perceber sua respiração. Perceba sua barriga indo para frente e para trás (se for o seu peito que está subindo e descendo, tente transferir o ar para a barriga). Depois, perceba o seu nariz recebendo o ar, tente imaginar o caminho desse ar, entenda quanto tempo ele leva para encher sua barriga e depois perceba o ar saindo. Perceba a pausa entre o inalar e exalar, e vá sentindo o ar saindo do seu corpo devagar.

O processo é basicamente esse. Coloque um timer para o tempo que pretende se dedicar à prática e foque na respiração. Quando os pensamentos vierem, não os abafe nem negue a existência deles: os reconheça, mas rapidamente volte a atenção para a respiração.

A minha dica é o app Headspace. Ele me ensinou como focar na respiração, que pra mim no começo parecia uma coisa muito abstrata. Eu acho que ter um app com instruções pode ser ótimo nesse começo. Depois a gente aprende a meditar sozinho, sem guia, e é a melhor coisa. Meus amigos meditadores também recomendaram muito o app da Vivo, chamado Vivo meditação. Esse é em português e eu vi: é muito parecido com o Headspace. Outra dica que meus amigos me deram e eu curti muito é o site Lojong.

A ansiedade diminui e o foco aumenta, junto com a calma. A meditação é uma riqueza sem fim e é de graça. Quando a mente está em paz, fazer microrevoluções e querer bem para o mundo e para o outro é muito mais fácil. Vamos meditar?

PS: A Mari fez uma meditação que se chama Vipassana, conhecida no mundo todo. Foram 10 dias em silêncio, num retiro sem celular, sem revistas ou livros, sem contato com outras pessoas embora estivessem todos juntos. Foi transformador (e ela não era praticamente ativa de meditação). Vale olhar quem quer algo super intenso.

Saiba mais:

Matéria da Superinteressante sobre meditação

Ministério da Saúde e práticas integrativas

Benefícios da meditação – Catraca Livre

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