O Brasil gera 78,4 milhões de toneladas de lixo, segundo a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais, Abrelpe.
Desse total, 42, 2 milhões de toneladas vai para aterros sanitários. O resto vai para:
– aterros controlados (16,3 milhões)
– lixões (12,9 milhões)
– destinação imprópria como rios, vias públicas, etc.

Os lixões são locais totalmente impróprios, onde o lixo é descartado sem qualquer tratamento ou cuidado. Eles são um problema ambiental, pois o conteúdo liberado por esse lixo (chorume e gases) é tóxico e contamina o lençol freático, o solo e o ar. É também um problema social; por atrair pessoas em situação vulnerável que vão em busca de dinheiro, e ainda um problema de saúde pública; porque a região fica toda contaminada para a população do entorno e há proliferação de bichos.

Os aterros controlados são uma espécie de lixão, mas o conteúdo recebe uma camada de terra por cima. Não há tratamento nenhum ou qualquer cuidado, é tipo varrer a poeira para debaixo do tapete.

Os aterros sanitários são a solução que temos neste momento para o problema do lixo. Nós fomos visitar o aterro da Estre em Paulínia, interior de São Paulo. Ela tem um terreno imenso para receber e tratar o lixo.

Esse terreno segue uma série de protocolos que protegem o solo, os lençóis freáticos, os cursos d’água, a atmosfera e as populações do entorno. Há sempre um controle da qualidade da água, do solo e do ar.

Como funciona? Primeiro eles cavam e preparam o terreno de forma que aguente chuvas. Então colocam uma espécie de tapete feito de petróleo (geomembrana de polietileno de alta densidade) para que o lixo não entre em contato com o solo. Aí, instalam canos na horizontal que canalizam o chorume (líquido tóxico causado pela decomposição do lixo). Esse líquido depois é bombardeado para uma máquina que o transforma em água de reuso. Canos também são instalados na vertical, para receber os gases liberados na decomposição do lixo (metano e gás carbônico). Esses gases são queimados para minimizar a poluição do ar. Em alguns casos, há empresas que compram parte do gás queimado (carbônico) para que ele seja transformado em energia elétrica ou usado para outros fins. Atualmente isso não tem ocorrido porque as empresas acreditam que não vale a pena financeiramente.

O cenário de um aterro não é nada bonito. São vários caminhões despejando toneladas e mais toneladas de lixo fedorento e urubus sobrevoando. Por mais que o aterro seja um lugar controlado, ele é um alerta de que precisamos repensar o  nossa relação com o resíduo que geramos imediatamente. A quantidade de lixo que chega lá precisa diminuir. O aterro da Estre é imenso, mas a vida útil dele é curta – só oito anos. Depois, são mais 20 anos de controle do terreno antes que ele possa ser ressignificado (transformado num parque ou área de reflorestamento).

É muito triste ver que, de todo aquele lixo sendo despejado, mais da metade não deveria estar ali. Garrafas pet, vidro, metal, papel, tecido deveriam estar sendo reciclados. Lixo orgânico poderia estar sendo compostado. Ali só deveria ter fralda, papel higiênico usado, alimento que não dá para compostar.

Nós precisamos mudar a relação com o lixo que geramos, colocando em prática aqueles R’s: – REDUZIR – REUTILIZAR – RECICLAR. Além disso, as grandes empresas precisam acordar para a questão e entender que resíduo tem valor, dá para lucrar (e muito) com ele.

Deixamos aqui algumas ações que você pode realizar agora mesmo com o seu resíduo: reciclar, chamar um catador (com o app Cataki), compostar e doar.

 

 

Qual testamos?

Para reciclar: Ecycle ou Recicla Sampa

Para chamar um catador: Cataki

Para compostar: Humi

Para doar: Cruz Vermelha

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