Em parceria com o Composta Barão, nós fizemos um workshop sobre compostagem doméstica com minhocas e aprendemos muito. Das três, só a Mariana já é veterana no assunto.

Em primeiro lugar, o que é compostagem?

É como se fosse uma reciclagem do lixo orgânico. Trata-se do processo biológico no qual o resíduo sólido é transformado em adubo. Há várias formas de fazer compostagem, mas a mais comum em casas é a do minhocário.

E por que compostar? Segundo o site Morada da Floresta, 50% do nosso lixo residencial é orgânico, com o processo de oferecê-lo para as minhocas, reduzimos em 50% nosso lixo.

Para começar, é preciso ter o equipamento certo. No caso, nós compramos a composteira mas tem gente que prefere fazer. São duas caixas acopladas com vários furos na parte de baixo para que se comuniquem e uma base com uma torneira. As duas caixas ficam com terra e minhocas e a base fica com o líquido que resulta da compostagem, o “chorume do bem” ou biofertilizante. O ideal é comprar também o kit com as minhocas, vermelhas californianas, e a serragem, que vai servir para cobrir a comida que você colocar na composteira. Tem que checar o local onde a composteira vai ficar, pois não pode ter calor do sol diretamente.

O ponto principal da composteira é manter sempre o equilíbrio lá dentro. Isso quer dizer equilibrar:

  1. NITROGÊNIO
    Alimentos úmidos e coloridos
  2. CARBONO
    Matéria vegetal seca e de cor marrom, principalmente derivados de árvores: serragem e folhas secas trituradas
  3. OXIGÊNIO E UMIDADE
    A mistura no interior da composteira deve permitir a circulação de ar e ter umidade média.

Na caixa de cima é onde se coloca a cada 2 ou 3 dias o resíduo a ser compostado.

O que é permitido? Frutas, verduras e legumes (inclusive as cascas, caroços e sementes), borra de café, sachê usado de chá, guardanapo usado, aveias e trigos.

O que não é permitido? Carnes e derivados de animais, limão e frutas cítricas, fezes e papel higiênico.

Você vai colocando esses restos, começando pelos cantos da caixa, e cobrindo com serragem até encher a caixa de cima. Depois que encher, você troca as caixas. A de cima vai para baixo e vice-versa. Esse processo (de encher a caixa de cima) leva cerca de um mês. A caixa que estava embaixo, se o processo de compostagem já estiver rolando, deverá ficar cheia de adubo. Antes de colocá-la em cima, você tira o adubo e coloca nas suas plantinhas. É importante ver se as minhocas ficaram na composteira.

Lembrando que uma composteira não tem cheiro. Se o cheiro da sua composteira estiver ruim, é porque há algo de errado com ela. As minhocas costumam fugir se algo está errado, é bom dar uma olhada todos os dias.

A Mari teve a ideia linda de doar o adubo e biofertilizante que sobram para os vizinhos com um bilhete dizendo de onde vieram e para que servem. Eles adoram.

Não é sempre que o processo de compostagem resulta no líquido, o biofertilizante. Às vezes gera só o adubo em terra mesmo. E tá ótimo. Mas se o líquido estiver lá, tem que diluir em água na proporção de 1/10 (se uma uma xicara de chorume, coloca 10 de água porque ele é muito forte) antes de jogar nas plantas.

É um processo apaixonante, principalmente se você tem amor pela natureza e pelos bichos. Ao compostar você está reduzindo o lixo que vai para os aterros, criando adubo, reduzindo a emissão de gases do efeito estufa e ajudando o planeta.

Cuidar de uma composteira é uma função que tira 5 minutos do seu dia e 15 minutos nos dias de troca de caixa. É relativamente simples e muito compensador. Vai sendo criada uma relação com as minhocas, como se fossem um bichinho de estimação mesmo. Até agora não descobrimos contra-indicações.

Vamos compostar?

Saiba Mais:

Matéria do portal Ecycle

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