Estamos todos juntos nessa. Tentando entender e nos adaptar. Enquanto não há tanto que possamos fazer para mudar a situação – a não ser evitar o contato social e apoiar organizações que estão no fronte – podemos nos informar e refletir para assim, mudar nosso estilo de vida para construirmos um futuro pós-coronavírus melhor.

Muito se tem falado sobre como a qualidade do ar melhorou em vários países (principalmente China, Itália e Estados Unidos) depois do surto do Covid-19. Espero que você tenha visto que beleza os canais de Veneza respirando e voltando a ter peixes depois que esvaziaram de pessoas. Aqui, aqui e aqui tem matérias fazendo paralelos entre a poluição e a pandemia.

A matemática é simples: quanto maior a atividade econômica, maior a emissão de carbono e outros poluentes, e se um diminui, o outro também. Dá uma olhada nessas imagens abaixo que a Nasa publicou, fazendo um comparativo das emissões de dióxido de nitrogênio, um gás poluente, antes e depois do surto. Elas quase desapareceram.

(Crédito: Nasa)

O The Guardian foi um pouco além. Nesta matéria, conversou com biólogos e especialistas que explicam como nossas atividades predatórias tem relação direta com doenças, epidemias e pandemias que ainda vão surgir. Uma das citações da matéria é do David Quammen um autor do New York Times:

“Nós cortamos as árvores, matamos os animais ou os enjaulamos e os comercializamos. Nós embaralhamos os ecossistemas e liberamos os vírus de seus hospedeiros originais. Quando isso acontece eles precisam de um novo hospedeiro. Muitas vezes somos nós.”

A reflexão já está proposta: que mensagem esse vírus que está causando tantas mortes e trará uma recessão econômica ainda incalculável quer nos passar? O que vamos aprender com este surto?

As matérias que compartilho apontam que provavelmente depois que a pandemia acabar, viveremos picos de poluição, os rios irão voltar a ficar escuros e a natureza vai voltar a pedir socorro. Porem, é muito possível que esse evento global nos faça abrir os olhos e aprender a nos preocupar com as questões climáticas. Não precisamos de novas pandemias para entender que está na hora de diminuir o passo, repensar nossa forma de consumir e de viver.

Repensar o capitalismo como é feito é plausível, existem alternativas. Que tal o sistema B? Fizemos aqui um post contando do que se trata. O sistema B surgiu para construir um ecossistema que fortalece empresas preocupadas não só no lucro, mas também em solucionar problemas econômicos, sociais e ambientais. E a chamada economia circular? Também falamos sobre ela aqui. É uma alternativa para a cultura de descarte, já que os recursos utilizados voltam para a cadeia, de forma circular. O lixo deixa de existir, como deveria ser.

Nem precisamos ir tão longe, podemos ir no estilo microrrevoluções: fazer o que está ao nosso alcance. Então, que tal aderir ao minimalismo? Se trata de desapegar no desnecessário e ter só o que realmente precisa: roupas, acessórios, móveis, enfeites de casa. O minimalismo é o oposto do materialismo, que compra, compra, compra. É tornar a vida leve, dar espaço para o essencial, só o que se ama de verdade. Aqui damos a dica de um filme para se basear.

Outras ideias:

  1. Consumir mais orgânicos (e, assim se preocupar não só com a saúde, mas com a forma de se fazer agricultura). Aqui e aqui damos dicas de onde encontrá-los.
  2. Fazer seus próprios cosméticos – dando um Google há várias fontes confiáveis que ensinam de forma fácil. Nós adoramos as dicas da nossa diva, a Cristal Muniz.
  3. Usar mais transporte público e bicicleta – para ajudar na qualidade do ar.
  4. Aderir aos bazares de troca, aluguel de roupa e brechós (depois que o surto passar, claro) para renovar o guarda-roupas sem fast fashion (falamos sobre sair de moda aqui)
  5. Ter uma composteira em casa para reduzir o resíduo doméstico (ensinamos como aqui)

Vamos aproveitar esse cenário para melhorar nosso estilo de vida? Vamos cuidar melhor do Planeta Terra para que ele nos poupe de ficarmos doentes? Alguma coisa a gente precisa aprender com essa pandemia.

As imagens da Nasa deixam claro o poder e a força da natureza para se curar sozinha, e de forma rápida. É só o ser humano dar espaço para isso. 

 

Qual testamos?

Matéria do The Guardian (original em inglês)

Livro da Cristal Muniz 

Minimalism (Minimalismo – um documentário sobre coisas importantes) no Netflix ou no Vimeo

Post sobre Bazar de troca

Matéria Brasil de Fato

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